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Data Science
Imagem com o título da matéria", uma foto da entrevistada e a descrição "Suzi Campos, Cientista de Dados HartB".

Ciência de Dados, uma perspectiva feminina

Áreas tecnológicas historicamente, mas de forma equivocada, costumavam ser vistas como masculinas, ainda que Ada Lovelace tenha sido a primeira programadora na história. Hoje, a batalha por representatividade se intensifica, e as mulheres não só ampliam sua participação no setor de tecnologia, como seguem lutando por equidade salarial.

Na HartB a pluralidade é algo essencial e, a diversidade, um caminho capaz de gerar respostas precisas para os mais variados problemas de negócios. Com equipes compostas por profissionais de diferentes gêneros e regiões, a inteligência humana é amplificada para viabilizar soluções tecnológicas de alta qualidade.

Diferentes profissionais especializados integram o time que desenvolve as soluções HartB. Hoje, apresentamos Suzi Campanha, mãe do Murilo e Cientista de Dados, que compartilhou um pouco da sua história e uma valiosa perspectiva feminina e materna sobre o universo da Ciência de Dados.

Engenheira de Produção Mecânica pela Unesp, Suzi atua desde 2011 com tecnologia, é empreendedora e pós-graduada em Sistemas de Informação, curso onde teve o contato arrebatador com a Ciência de Dados. O potencial realizador, útil na orientação da tomada de decisão e para atividades sociais, provocaram o encantamento que a fez seguir o que considera um estilo de vida.

A paixão com que a cientista fala sobre a área e o aprimoramento, reforçam essa ideia de estilo de vida, “Tem que gostar de estudar, estudar o tempo todo, um esforço vitalício. Tem que ter gosto pelo que faz”. Em sua rotina de trabalho que mescla a execução de projetos e uma demanda contínua de conhecimentos específicos para cada problema, Suzi costuma reservar, pelo menos uma hora diária para seus estudos.

Maternidade e soft skills

Depois de iniciar a carreira como estagiária na Oracle, Suzi encarou os deveres e responsabilidades da maternidade, em paralelo aos desafios impostos pelo mercado. Impulsionada por soft skills trazidos pela maternidade: responsabilidade, comprometimento e garra, havia a certeza de que “apesar dos desafios, a transição na carreira teria que dar certo”, comentou.

Suzi enfatiza, ainda, que não se pode resumir a maternidade a desafios, com um tom problemático, afinal, a experiência traz a maturidade que fez e faz muita diferença em diversos momentos da carreira. Para a profissional, ser mãe é motivo de grande orgulho, e a responsabilidade de cuidar de outra vida leva à busca por excelência além de “skills que precisam ser valorizadas pelo mercado de trabalho”.

A importância da educação

Quando questionada sobre a importância da educação formal, a cientista defende uma combinação técnico-acadêmica para profissionais de tecnologia. Segundo ela “a formação acadêmica está um pouco dissociada da realidade do mercado quanto a práticas e técnicas.”, o que demanda a atualização contínua através de cursos específicos. A qualificação não pode se limitar à formação acadêmica.

Ainda sobre qualificação, se por um lado existem possibilidades para atuação sem uma formação tradicional, de outro há as limitações. Para Suzi, “A formação tradicional abre portas. Existem bons técnicos que não têm diplomas e conseguem atuar, mas acabam limitadas em momentos futuros, como transições de carreira, por exemplo”.

Entrada no mercado

A tecnologia segue com alta demanda por profissionais, mas é necessário cumprir duras etapas de qualificação para ingressar em uma empresa. Compartilhando uma visão valiosa para quem busca uma posição no mercado, Suzi alerta que muitas oportunidades podem ser perdidas, além do risco de frustrações por expectativas muito altas. “Há um mito de que você vai começar a atuar com Ciência de Dados em grandes empresas, que têm uma concorrência assustadora, enquanto várias startups procuram por profissionais qualificados”, explicou.

Para a cientista, há diferenças significativas na atuação em grandes empresas ou startups, “Geralmente, quando se trabalha em uma empresa grande, a atuação é muito limitada dentro de um processo, enquanto numa startup, você atua em um problema de ponta a ponta. É uma enorme oportunidade de aprendizado”. Suzi ressalta, ainda, que o choque do ingresso em grandes empresas tende a ser muito menor quando se detém a experiência da atuação em estruturas mais enxutas.

Participação feminina na Tecnologia

Com uma visão empoderada, Suzi concorda que há injustiças e desequilíbrio no mercado, mas acredita que o incentivo à qualificação das mulheres e a dedicação podem combater o cenário. “É importante que as empresas invistam em capacitação e contratação de mulheres na área, deem visibilidade às profissionais em palestras, eventos e entrevistas”, defendeu.

Outro destaque levantado pela cientista de dados são os grupos de apoio às profissionais, que trocam experiências, conversam sobre técnica e promovem as palestrantes. Suzi acompanha e recomenda o WiMLDS, organização que tem como missão dar suporte e promover mulheres e minorias no universo do Machine Learning e Ciência de Dados.

Teletrabalho e o futuro da Ciência de Dados

Já faz mais de um ano que o mundo mudou radicalmente por conta da Covid-19. Negócios e o trabalho como conhecíamos precisaram de ajustes, para proteger a longevidade de empresas e das relações trabalhistas.

É muito comum a discussão sobre o home office como um padrão para o futuro e, Suzi, que também defende o sistema híbrido ressalta pontos importantes. “O home office favorece o foco e o alto desempenho, otimiza o tempo que pode ser redirecionado à qualificação, mas é necessário um cuidado especial com a comunicação nos projetos. As informações devem trafegar de forma clara e precisa do cliente até o cientista de dados”. Ainda sobre o teletrabalho, destacou, “O modelo permite que mais pessoas possam atuar na área, afinal, muita gente possui problemas de deslocamento até as empresas”.

As empresas têm muito a ganhar com a diversidade de culturas e conhecimento ao aderir ao teletrabalho, que, “permite que você trabalhe com gente de vários lugares. Na HartB, por exemplo, temos gente do Nordeste, do Sul, interior. Você vê pessoas que são cientistas de dados, estatísticos, de várias partes do Brasil. Nós trabalhamos somando conhecimento, e eu acho isso muito rico”.

Questionada sobre o futuro da área, Suzi acredita que é difícil projetar onde estaremos em alguns anos, mas prevê um grande aumento nos investimentos, e na demanda por profissionais qualificados. A cientista também afirma que é fundamental que o país invista em educação para qualificar o povo, e aprova as diversas iniciativas para a capacitação de mulheres. “Mesmo quando interessadas pela área, as mulheres às vezes não encontram oportunidades de qualificação e ingresso, por diversos fatores”, explicou.

Suzi Campos ingressou no time HartB em outubro de 2020, e tem contribuído desde então, com muita dedicação para resultados de excelência.

Autor

Hartb

Inteligência humana gerando inteligência artificial.

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