fbpx
Inteligência Artificial IoT
Uma ilustração representando um planeta hiperconectado com diversos dispositivos orbitando ao seu redor

Internet das Coisas e IA, uma combinação transformadora

Se pudéssemos voltar ao ano de 1995, encontraríamos um tempo em que a Internet e computadores pessoais ainda eram recursos disponíveis para poucas pessoas. Os PCs eram muito caros, e as conexões de banda larga ainda nem sequer existiam por aqui.

Além disso, encontraríamos uma realidade onde cabia aos computadores executar “tarefas de computadores”, enquanto os eletrodomésticos eram, bem… eletrodomésticos! Era esperado que uma geladeira mantivesse os alimentos em temperaturas baixas, e que lâmpadas iluminassem o ambiente quando ativadas por seus interruptores.

Muitas coisas mudaram em quase trinta anos. A tecnologia se popularizou e 82,7% dos brasileiros (PNAD 2019) possuem Internet em suas casas, onde mais dispositivos, além de computadores, estão conectados.

Hoje, a Internet das Coisas, ou IoT, se faz presente em diferentes momentos e situações cotidianas, quando “objetos inteligentes” estendem suas funções através da conectividade. Relógios, TVs, lâmpadas e até mesmo fechaduras, vão além das suas funções básicas utilizando a Internet, Wi-Fi e Bluetooth.

Apesar dos exemplos anteriores, é preciso entender que a Internet das Coisas possui um amplo espectro de aplicação, presente em veículos autônomos e equipamentos em fábricas, por exemplo. Tornar objetos inteligentes é uma tendência reforçada pela chegada do 5G, que viabiliza conexões com menor latência, ou seja, uma comunicação praticamente em tempo real entre dispositivos.

Quando objetos se tornam capazes de estabelecer comunicação entre si e com o usuário através da conectividade, suas funções se ampliam promovendo uma nova experiência. Um relógio que marca o tempo estende a sua função ao monitoramento biométrico de um maratonista, por exemplo, enquanto registra e armazena em nuvem a rota utilizada com seus dados estatísticos.

A Inteligência Artificial confere ainda mais poder aos gadgets e equipamentos com IoT que compreendem dados de utilização, administrando preferências do usuário ou otimizando processos.

Dotados de IA, gadgets e equipamentos com IoT também compreendem dados de utilização, administrando preferências do usuário ou até mesmo otimizando processos. Para o uso domiciliar, a inteligência pode ser traduzida no controle por comandos de voz, enquanto para a indústria pode representar o cuidado contínuo com ajustes de processos na cadeia produtiva.

A Internet das Coisas também é um bom negócio e, segundo relatório de 2020 realizado pela consultoria GlobalData, o mercado ainda deve movimentar mais de US$ 30 bilhões na América Latina até 2023. Estudos indicam a ampliação do investimento médio das empresas brasileiras em novas tecnologias, que saltou 45% em 2019 em comparação com o ano anterior.

O mercado de IoT é valioso, mas enfrenta desafios no Brasil, como o fato de 26% da população, cerca de 47 milhões de pessoas, nunca terem acessado a Internet, por exemplo. Especialistas indicam que falta estímulo, monitoramento, inovação e menos regulamentação para o avanço do mercado de IoT no país. Apesar das dificuldades, vigora desde 2019 o Plano Nacional de Internet das Coisas, que visa fomentar a tecnologia, melhorar a qualidade de vida, e aumentar a eficiência na prestação de serviços.

É fácil constatar que uma vida conectada já superou a utilização da Internet. Hoje lidamos com assistentes virtuais, objetos inteligentes, e a IoT oferece inúmeras possibilidades, que vão desde benefícios ao usuário, para a Indústria 4.0 e até mesmo para cidades inteligentes.

Casas, empresas, cidades inteiras podem se beneficiar da combinação entre IA e IoT, mas, apesar das aplicações para negócios, tudo pode ser traduzido na utilização da tecnologia em prol das pessoas.

Autor

Hartb

Inteligência humana gerando inteligência artificial.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *